quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Culinária Holandesa

A culinária holandesa atual tem uma longa tradição no que se refere às receitas ou nas combinações de pratos. Produtos locais são os mais usados nas receitas, como produtos lácteos, cereias, carnes, legumes e frutas, o peixe também é parte essencial na gastronomia do país.

Há também muita influência de outras culturas na cozinha holandesa, muitos ingredientes trazidos da Indonésia são usados pelos holandeses. Existem lojas especializadas em ingredientes exóticos que oferecem também legumes e frutas importadas.

O povo holandês gosta muito de coisas doces, pode-se encontrar sempre receitas de sobremesas nos livros de receitas. Uma guloseima típica da Holanda é o drop , feito de raíz doce, sais, açúcares, aglutinantes e outros aromatizantes.


Drop O drop vem em diferentes formatos e cores.

Existem comidas e bebidas de tradições que só se usam em ocasiões especiais. Ao nascer um bebê servem às visitas o "beschuit met muisjes", um biscoito redondo besuntado com manteiga e decorado com confeitos azuis se for menino e cor de rosa se for menina.


Beschuit met muisjesNo Dia da Rainha, 30 de abril, bebe-se o Oranjebitter, licor de laranja, de cor condizente com a cor laranja da família real.


OranjebitterDe maneira geral são feitas três refeições ao dia:

O café da manhã (ontbijt) consiste de cereais tipo muesli e corn flakes ou fatias de pão com pasta de amendoin, geléias, frios, queijos ou granulados de chocolate no pão, que na nossa culinária brasileira é usado somente como decoração para bolos de docinhos.

O almoço é servido aproximadamente às 13h e quase sempre é uma refeição de pão. Na Holanda existe uma variedade enorme de pães: pão integral do mais escuro ao mais claro, grandes, pequenos e de diversos formatos e alguns cobertos com diversos tipos de sementes.

O holandês é um grande consumidor de café e sempre serve-se uma bolachinha de manteiga ou um chocolate como acompanhamento.


CaféO jantar é servido por volta das 18h nas famílias holandesas. Os pratos com frequência são à base de peixe, mas também a carne de porco e frango são bastante usadas no cardápio do jantar além de batatas e legumes. As sopas são bastante apreciadas na Holanda e as mais comuns são as de tomate e de legumes. Encontra-se também nas mesas holandesas uma variedade grande de pratos indonésios, italianos, chineses e de outras cozinhas estrangeiras. Muitas vezes juntam-se ingredientes exóticos aos pratos tipicamente holandeses criando-se assim combinações surpreedentes. Geralmente após o jantar é servido um tipo de torta, eles não costumam dispensar a sobremesa. A refeição termina com o café com um bon-bon ou com a bolachina.

Não há dúvida que a culinária holandesa é rica e variada, além de todas as receitas de influência estrangeira, há pratos tipicamente holandeses tais como o "boerenkool" (um tipo de couve), o "rookworst" (salsicha defumada) , "borstplaat" (pasta de açúcar), entre outros tantos, que em outros países são totalmente desconhecidos.

História do stroopwafel

Stroopwafel Stroopwafel, é a receita de biscoito mais antiga da Holanda, ela existe há vários séculos. É uma guloseima holandesa tradicional e, em geral, consumida pela manhã acompanhando café ou chá.

O waffle de caramelo ou melado (stroopwafel), ainda é fabricado de maneira artesanal, nas feiras abertas, usando chapa de ferro à gás. Enquanto o cheiro exala pela feira, os fregueses se amontoam para adquirir uma porção fresquinha recém saída da chapa quente.

O stroopwafel tradicional é feito com uma bolacha fina de waffle cortada ao meio e recheada com um caramelo muito especial. A melhor maneira de saboreá-lo é à temperatura ambiente ou levemente aquecido no forno de microondas ou na borda da xícara de chá ou café quente.


Stroopwafel A receita de stroopwafel é guardada como segredo e só é passada de pai pra filho, geração após geração. As melhores receitas são dificílimas de serem descobertas.

A receita começou por um padeiro da cidade de Gouda em 1784 que fazia waffles de farelos e os recheava com melado de caramelo. Na verdade, o stropwafel era o produto feito de restos, portanto era um biscoito muito popular entre os pobres. Nessa época o biscoito era conhecido apenas em Gouda. Atualmente, cada padaria de Gouda tem sua própria receita. Dizem que cada holandês come aproximadamente 20 stroopwafels por ano.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Culinária Mineira

A cozinha mineira encanta não somente porque é a mais característica do Brasil, mas sobretudo porque é feita de pratos ricos em sabor e cheios de histórias próprias. São histórias bem brasileiras que remontam à época dos escravos, o ciclo do ouro, das pedras preciosas e que nos falam de cidades importantes como Ouro Preto, Diamantina, Sabará e outras, onde se escreveram muitas páginas da história brasileira.
A preparação desses pratos em ambientes modestos e com poucos recursos, termina por despertar um espírito criativo, seja nas misturas dos ingredientes, seja nos seus temperos, dando lugar assim a uma cozinha típica, muito rica e bem variada. O prato "feijão tropeiro", por exemplo, era feito pelos homens encarregados do transporte do ouro desde as minas até a capital do país e era justamente nas paradas feitas durante a viagem que eles preparavam este prato duma maneira bem simples.
A cozinha mineira é toda baseada nos produtos de fundo de quintal, o porco, a galinha, o quiabo, a couve, o fubá. Por isso mesmo, é simples mas de um sabor inigualável e marcante. Está intimamente ligada à cultura do povo que a iniciou através das cozinheiras das grandes fazendas.
A Cozinha Mineira seduz principalmente pelos aromas. E eles nunca saem da memória de quem já sentiu a cálida presença no olfato de um lombinho crepitando no forno, de um feijãozinho imerso em temperos, do torresmo saltando em pururuca numa velha travessa de ferro, da lingüiça que toma forma com seu principal tempero, a paciência , e onde as panelas agüentam horas sobre o calor para que as carnes se impregnem de sabores e liberem os aromas que calam fundo na memória de alguém que, algum dia, caminhou displicentemente pelas ruas de uma cidade do interior mineiro.
Hoje, está disseminada em todo o país pela sua alta qualidade e sabor.

A culinária mineira é uma das mais ricas e completas do país. A história vem do século XVIII.
Enquanto alguns estados como o Paraná e São Paulo, já se preocupavam com as grandes plantações para garantir o abastecimento da população, em Minas Gerais fervia a busca ao ouro e às pedras preciosas. Era o tempo dos grandes desbravadores.
Por causa dessa busca desenfreada pela riqueza rápida, e também pelo rígido controle na entrada e saida de mercadorias importada pelos portugueses, o povo mineiro descobriu um jeito mais rápido de comer: Os pratos mineiros mais tradicionais são basicamente aqueles provenientes do fundo do quintal de casa _ frango, porco,feijão,milho,mandioca e verduras _, a própria carne de vaca presente nessa culinária, não é tão intensa.
Outra característica que se arrasta pelo tempo é a fartura: Come-se muito bem nas casas mineiras.
Outro detalhe peculiar são as receitas passadas de geração a geração.
E um outro aspecto interessante é a diversificação de gostos e costumes provenientes da imensidão desse estado: A região do rio São Francisco nos brinda com deliciosas receitas de peixes.
A Zona da Mata contribui com os derivados do leite e assim por diante...

Segue uma receita tradicional dos Mineirinhos.

PÃO DE QUEIJO MINEIRO


Receita indicada por: Thomas Mori



Tipo de Culinária: Sudeste
Subcategorias: Pães com e sem recheio
Rendimento: 30 porções
Quem tiver vontade de comer pão de queijo, não tem mais desculpa para não fazê-lo! Esta receita é simplesmente maravilhosa e super testada pelos cooknautas. Experimente você também!


1/2 copo(s) de óleo de soja Sadia
1 copo(s) de leite
3 unidade(s) de ovo
250 gr de queijo meia-cura
1/2 kg de polvilho doce
1 colher(es) (sobremesa) de sal


Coloque o polvilho, em uma bacia. Leve o óleo, o leite e o sal para ferverem juntos. Assim que levantar fervura, desligue o fogo e escalde o polvilho. Mexa bem, com auxílio de uma colher de pau. Em seguida, adicione os ovos, um a um, até que a massa fique meio mole. Passe a trabalhar a massa com as mãos e junte o queijo. A massa deve ficar solta e fácil de moldar. Faça as bolinhas do tamanho desejado. Coloque-as separadas umas das outras, em uma assadeira sem untar Leve para assar em forno médio, pré-aquecido, por cerca de 30 minutos. Retire os pães do forno assim que começar a dourar levemente embaixo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Culinária Portugesa!

A culinária portuguesa é caracterizada por ter pratos ricos, cheios de sabor e baratos de preparar. A influência das antigas colônias na comida portuguesa é clara, especialmente na grande variedade de temperos usados. Há também a influência árabe e moura, especialmente no sul de Portugal. Alho é largamente utilizado, assim como ervas como a salsa.

A carne é amplamente usada na comida portuguesa, especialmente porco e cabrito. A forma mais comum de preparo é assado e ensopado. O que não pode ser servido imediatamente transforma-se numa variedade de produtos de carne, especialmente salsichas. Isso inclui a lingüiça, uma salsicha de porco com cebolas, alho e pimenta; e o chouriço, uma salsicha seca picante.

Vegetais que são populares na culinária portuguesa incluem: tomate, repolho e cebolas. Arroz é bastante usado, assim como batatas.

Os doces são um dos pontos fortes da culinária portuguesa, especialmente as sobremesas baseadas na gema de ovo. Essas são muitas vezes temperadas com canela e baunilha. Dentre os doces populares na culinária portuguesa estão o arroz doce, creme de leite e pudim. Bolos e pastéis também são muito populares

Receita de uma bacalhoada!!!

250 g de bacalhau dessalgado
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
200g de palmito pupunha em conserva picado
1/2 maço médio de cebolinha verde
2 colheres (sopa) de alcaparras em conserva
1/2 xícara (chá) de uvas passas sem sementes
12 cebolas pequenas
1 colher (sopa) de açúcar
8 tomates-cereja partidos ao meio

Modo de Preparo:
Pré-aqueça o forno à temperatura média (180ºC). Numa panela, cozinhe o bacalhau em 1 litro de água até ficar macio.
Retire do fogo, desfie o bacalhau grosseiramente e distribua numa assadeira refratária, de 22 cm de diâmetro, untada com 1 colher (sopa) de azeite.
Disponha por cima o palmito, a cebolinha picada, as alcaparras e as uvas passas. Se necessário, polvilhe sal. Regue com 1 colher (sopa) de azeite e 5 colheres (sopa) de água.
Cubra a assadeira com papel-alumínio e leve ao forno por 10 minutos. Retire do forno e reserve. Enquanto isso, leve ao fogo uma panela com as cebolas, o azeite restante e o açúcar.
Cozinhe, salteando de vez em quando, até as cebolas ficarem macias e carameladas.
No final do cozimento, junte os tomates. Retire do fogo e sirva em seguida com o bacalhau e agrião.

domingo, 19 de setembro de 2010

HISTÓRIA DA PIZZA

Faz muito tempo que o homem saboreia a pizza. Como todo prato antigo, é difícil especificar sua origem, ainda mais se pensarmos que ela não é nada mais do que uma evolução do pãO.

Desde que foi descoberta a fermentação da massa de trigo e o forno, graças ao talento dos egípcios, há mais ou menos seis mil anos, começou-se a enriquecer os pães de forma achatada com diversos ingredientes, como azeitonas, ervas aromáticas e outros.

Segundo anotações do poeta Virgílio, os gregos e romanos faziam pães semelhantes. Ele mesmo registrou a receita do moretum, uma massa não fermentada, assada, recheada com vinagre a azeite, coberta com fatias de alho e cebola crua. Se essa mesma massa fosse fermentada, Virgílio teria então a fórmula básica de uma pizza simples.

Em Nápoles, na Idade Média, acreditava-se em duas coisas: no fim do mundo, que seria no ano 1000 DC, e nos valores nutritivos do lagano, massa de espessura muito fina, assada e cortada em tiras, que ao final era cozida com verduras.

Embora tratasse do antecessor do talharim, parece que as variações sobre o lagano originaram o conceito de picea, e não muito tempo depois apareceria, pela primeira vez, na romântica Nápoles, a palavra pizza. Na verdade, no Sul da Itália até hoje a idéia de pizza abrange também as massas fritas e recheadas.

A verdadeira personalidade da pizza, porém, só surgiu depois que a Europa co-nheceu o tomate, levado para lá pelos Americanos, descobrindo suas ricas aplicações na culinária. Finalmente, no século XVII, Nápoles começa a produzir sua pizza, atiçando a imaginação e a criatividade dos padeiros que enriqueciam o prato usando azeite, alho, muzzarela, anchova e os pequenos peixes cicinielli. Alguns "artistas" da culinária começavam até mesmo a dobrar suas massas recheadas, inventando assim e célebre calzone.

Em 1830 foi aberta a primeira pizzaria Napolitana, chamada Port Alba, que em pouco tempo se transformou no ponto de encontro de pintores, poetas e escritores famosos da época. Um deles foi Alexandre Dumas que chegou mencionar em suas obras as variações de pizzas mais populares da segunda metade do século XIX.

O autor de Os Três Mosqueteiros, chegou mesmo a anotar a receita de uma pizza feita com banha, toucinho derretido, queijo, cicinelli e tomate.

Outro caso curioso acorreu em 1889, quando o Rei Umberto I e a Rainha Margherita passaram o verão em Nápoles no palácio Capodimonte. A rainha já havia ouvido falar muito no prato que se tornara típico daquela cidade.

Os comentários na corte eram todos excitantes, mas ela mesma nunca havia provado uma pizza. Foi, então, chamado ao palácio um conceituado pizzaiolo, Don Raffaelo Esposito.

Ele e sua mulher foram apresentados ao casal real, conduzidos à cozinha e imediatamente passaram a preparar sua especialidade.

Ao final Don Raffaelo ofereceu aos reis vários tipos de pizza, mas a que mais agradou a rainha foi uma que irradiava as três cores nacionais da Itália verde, branco e vermelho, ressaltadas pela muzzarela, pelo tomate e pelo basilicão.

Negociante esperto, Don Raffaelo batizou-a de Pizza Alla Margherita, o que lhe rendeu muitos lucros em seu restaurante e notoriedade histórica na culinária Italiana..Juntamente com a Pizza Napolitana a Pizza Alla Margherita, fez Nápoles conquistar a Itália, e logo, a Itália conquistar o mundo, através do meio mais agradável - o paladar.

Junta-se a isso um vinho sabooroso e uma canção aveludada para entendermos, afinal, porque a Itália ficará para sempre como a terra do prazer e da paixão.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CULINÁRIA BRASILEIRA

Gastronomia no Brasil

O Brasil é um paraíso para os amantes da boa cozinha e apesar dos ingredientes básicos serem o arroz, o feijão e a farofa (farinha de mandioca). A gastronomia do país não esta reduzida somente a isto, já que incursiona por todo um mundo de possibilidades. Convidamos que descubra este surpreendente universo de sabores.

Os desjejuns no Brasil são conhecidos por "café da manhã". Consiste em uma boa chícara de café, frutas, pãezinhos e em algumas ocasiões fatias de presuntos e queijos, acompanhado de yourgute.

A comida é o prato principal do dia e a lista para eleger é infinita. Encontrando-se na região sul não deixe de provar os churrascos de carne, acompanhadas de polenta, os pescados de alto mar, preparado no forno em brasas, mocotó. que dizer, patas de vaca ou bem o barreado, uma carne cozida em fogo lento durante horas em uma panela de barro. No Rio de Janeiro as especialidades são igualmente infinitas. Se desejar os pescados pergunte pelas carapebas, peixes fritos de uma forma especial, que são uma delícia. Nesta região encontrará o prato nacional, a feijoada. Sua origem data da época da colônia e consiste em um caldo a base de feijão preto condimentado com alho, folhas de louro e cebola, agregando orelhas e língua de porco, carne seca, linguiças variadas, costelas, toucinho e traseiro e peito de ovelha.

Tudo é acompanhado de couve, farofa, massa de farinha de mandioca com manteiga e toucinho, laramja em pedaços e um pouco de molho de pimenta malagueta. Sem dúvidas, um prato para paladares exigentes e para fortes estomagos. Apesar da quantidade de ingredientes estamos certos de que ficará fascinado pelo sabor.

No Espirito Santo aconselhamos que solicite as muquecas capixabas, guisados de camarão ou de carangueijo, acompanhado de pirão e farinha de mandioca servida em água. Ainda tendo apetite, na região do nordeste prove os acarajés, prato de feijão ou os abarás, a base de especiarias e óleo de babaçu. Se neste momento já não pode mais, faltam o vatapá, típico prato de mariscos preparado com um espesso molho de pasta de mandioca, coco e azeite de dende. É o mais famoso dos pratos afro brasileiros e a maioria dos restaurantes preparam-o. Se entre todas esta recomendções não encontre uma de seu agrado, pode eleger entre os guisados de pescado, camarão, ostras ou das frigideiras, uma espécie de pastel de sabor suave a base de carangueijo. Tripas à sergipana, xinxim de galinha, guisado com sal, cebola e alho ralado, sarapatel, guisado de fígado de porco, sangue e rins ou a salada de palmitos em São Paulo, são outras das possibilidades.

Na região Amazônica o pescado é a base da alimentção. Com mais de duas mil espécies de peixes, a gastronomia da região oferece uma rica variedade de pratos de influências portuguesas, africanas e francesas. Não esqueça de provar os peixes pirarucu e tucunaré e o dourado. Muitos deles são temperados com o tucupi, um molho extraido da mandioca de sabor forte e ácido. O tacacá, uma espécie de caldo espesso de mandioca, pudim de peixe maranhense, acompanhado de arroz cuxá e molho de feito com folhas de gengibre, é uma delícia. A galinha com molho verde, o tutú, comida preparada a base de feijões cozidos e farinha de mandioca, feijão e couve e o frango com vagem são outras das especialidades da região.

Para acabar a comida, uma saborosa sobremesa. Os doces feitos a base de ovos, como a ambrosia, os papos de anjo ou de frutas, em forma de geléias cristalizadas são uma boa alternativa. As cocadas, os sorvetes e os refrescos preparados com frutas, como a cajamanga, cajá mirim, copuaçu, graviola, piguaio, aguaje, castanha ou pitangas, para os mais gulosos. O doce de mamão, de limão, de laranja, batata doce, ou o queijo de Minas, são um bom antecedente para beber um quente café mineiro.

Bebidas

É muito recomendável que beba água engarrafada e evite água da torneira. As alternativas são várias e estams convencidos de que ficará apaixonado pelos sucos de frutas. Servem geralmente com açúcar, água e gelo, podendo ser preparados com leite, conhecido como Vitamina. Existe quase todas as frutas abacate, banana, laranja, mamão, manga, zanoria, pitanga, maracujá, goiaba, etc. Em alguns locais costuma-se beber caldo de cana, que não é outra coisa que o suco extraido da cana de açúcar.

Quanto aos refrigerantes e bebidas engarrafadas encontrará quase em todos lugares. O mais comum é o Guaraná, preparado com a fruta amazônica do mesmo nome. As cervejas como da Antártica, seguida da Brahma, Skol, Kaiser e Malt 90, apresentam-se em garrafas de 600 ml. O café (cafezinho), serve-se muito forte, muito quente e sem leite e com açúcar, quanto aos chás não são muitos frequentes, a exceção na região do Rio Grande do Sul, onde os gauchos bebem mate, igual aos argentinos e uruguaios.

A cachaça, a pinga ou aguardente são licores nacionais. Existem mais de 100 marcas diferentes que variam de sabor e qualidade. A caipirinha, bebida por excelência, preparada com cachaça, limão, açúcar, gelo e um toque especial que somente os brasileiros sabem dar.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A gastronomia francesa

Poderíamos também afirmar que a gastronomia francesa faz parte do património nacional. A gastronomia é, com efeito, uma das maiores referências de França no mundo. Delicios como o foie gras, as quiches, os crepes ou o camembert são produtos franceses que se expandiram por todo o mundo.
Cada região lhe oferecerá sua especialidade, sua cozinha caseira ou vanguardista, ligeira ou muito tradicional, com azeite de Provença ou com nata de Normandia, o que é certo é que não enganará seu paladar.
Em qualquer região, a França tem muito para oferecer...

ALSÁCIA - LORENA

A Alsácia e a Lorena possuem pratos característicos, testemunho de uma tradição de festas e de banquetes.
Estas duas regiões possuem uma gastronomia muito diversificada, os exemplos mais conhecidos são a "Choucroute" (couve, batatas, bacon) e a "Quiche Lorraine" (tarte de queijo, bacon e fiambre).
Relativamente aos pratos doces, abundam as tartas de maçãs, de ameixas e amoras, a "Brioche" alsaciana e o "Kougelhopf" (biscoito alsaciano em forma de coroa).

AQUITÂNIA

De Béarn au País Basco, das Landes a Bordéus, Aquitânia é uma autêntica festa da mesa, orgulhosa das suas tradições e dos produtos da sua terra. O sabor é o rei de uma arte de viver. O "foie gras", o magret de pato, a entrecôte à bordalesa, a "garbure" (sopa espessa de couve), a pularda Enrique IV (a história conta que este monarca queria que todos os franceses comessem este prato todos os domingos), o fiambre de Bayona e o caviar (ovos de esturjão) de Gironde são produtos característicos de uma das melhores cozinhas de França, sem esquecer os vinhos de Bordéus e de Bergerac, vinhos com Denominação de Origem de grande qualidade. Seus maravilhosos numerosos licores de noz, de ameixa, de framboesas acompanham suas sobremesas.
No Périgord cultivam-se os produtos mais variados. Três deles são símbolos desta região : as nozes, os morangos e o tabaco.

AUVERGNE

Esta região é conhecida sobretudo por suas abundantes receitas caseiras, sua charcutaria e os seus queijos: Saint Nectaire, Fourme d'Ambert, Bleu d'Auvergne. No entanto, com a colaboração de alguns cozinheiros, suas receitas transformaram-se em pratos mais refinados, demonstrando que pode-se misturar criatividade e tradição.
Entre os mais conhecidos podem-se encontrar "la potée" (porco, cenouras, batatas, couve, cebola), o galo ao vinho e os "tripoux" (novilha, bacon, cebola, vinho).
Não se pode esquecer sua pastelaria : os "millards" (pastel de cerejas), os "pompes" (pasteis de maçãs), a "fouasse" (bolo de leite), os "cornets" de Murat (sobremesa com nata), as tartes de nata, e os doces de frutas.

BRETANHA

Se é amante do mar, a Bretaña é o teu destino. Degustará os melhores ostras e mariscos, assim como a cotriade (sopa de pescado) e de sobremesa as famosas crepes embora não deixa de comer também as galettes, as famosas crepes saladas e o pastel chamado "far".

BORGONHA

A fama da Borgonha vem de longe: os seus vinhos e sua gastronomia datam da época galo-romana. A prova disto são as normas culinárias conservadas no Museu Arqueológico de Dijon.
Entre as famosas receitas borgonhesas destacam os caracóis, a novilha borgonhesa e o assado de novilho.
Também associa-se a Borgonha com a mostarda de Dijon, forte ou aromatizada, para acompanhar vários pratos.

VAL DE LOIRE

A região de Berry oferece produtos típicos: lentilhas verdes, o queijo de cabra "crotin de Chavignol" ou "la mique" (sopa de verduras com porco). A "Tarte Tatin", uma tarte cozida ao invés e caramelizada, que encontra-se em toda a França e que tem o nome de suas criadoras: as irmãs Caroline e Stéphaine, hosteleiras do povo de Lamotte-Beuvron. Preparando uma tarte de maçãs, esta caiu e puseram-na de novo na forma más ao invés.

CHAMPANHA-ARDENAS

Para os amantes da caça, a região de Champagne-Ardenne é famosa pelas suas especialidades. Não se pode esquecer "l'andouillette" de Troyes, especialidade típica da cidade, o fiambre das Ardennes, e os biscoitos de Reims. Não se pode passar por esta região sem degustar a bebida que a fez mundialmente famosa: o Champagne e suas bolhas frescas, elegantes e mágicas. A outra jóia de Champagne-Ardenne é seu diamante cinzenta: a trufa.

Pequena História da Cozinha

Difìcilmente poderíamos elaborar uma história propriamente dita da cozinha, uma vez que ela não está dividida em décadas, séculos ou coisa que o valha como ocorre com outras matérias. O que existe ele concreto é que o ser humano desde há séculos vem se debatendo com um problema cotidiano: o de ter que se alimentar a cada momento. Desde a era das cavernas quando sem qualquer princípio de ética social defendiam-se uns dos outros na conquista do seu pão de cada dia, até o presente momento, compreendemos fases características determinadas por fatos históricos que passaram à posteridade. O certo é que desde aquelas épocas nada saudáveis até o presente momento, grandes e operosas conquistas se manifestaram no campo da culinária até que alcançassemos esta fase moderna, compreendida por êstes três últimos séculos.

Sempre defrontou-se o homem com esse elementar problema da sobrevivência, mantida até o presente momento graças à alimentação diária, não tendo a técnica moderna encontrado substitutivos para essa amolante mania. Desde há muito, e com muita convicção, fala-se na era das pastilhas nutritivas, que virão substituir lautos e opíparos jantares, todavia, enquanto ela não vem, vamos arregaçar as mangas e preparar nossas refeições.

Quando pensamos em aprimoramento dos usos comes, lembramo-nos em seguida dos gregos, que foram os primeiros a manifestar interesse pelo preparo de uma suculenta e bem cheirosa refeição, dedicando surpreendente interesse à cozinha, aliás procedimento esse imitado de seus contemporâneos persas. Vinham sendo cultivadas nessa época, a música, a literatura, a poesia e outras artes e, paralelamente, a arte culinária, ficando os “mestres da cozinha” da época em plano destacado, no ambiente social de então, chegando êles a ser chamados de “doutores em cozinha”.

Paralelamente aos avanços em todos os setores da vida humana, como no campo da filosofia, literatura, artes, etc. a cozinha também passou a surpreender, criando-se então no mundo revolucionário das grandes conquistas da época, os molhos, as pimentas e as especiarias de um modo geral que transtornaram os amantes da “society” grega da época. Os gregos que sempre deram lição de cultura e bom viver ao mundo, não poderiam distanciar-se do campo da “faca e do garfo”, mesmo porque sua concentração nesse setor também os projetou para sempre como inovadores e interessados no cultivo da arte culinária, quando completavam as atraentes mesas com ricas variedades de frutas de delicioso sabor. Ainda, valendo-se das rotas marítimas que conduziam ao Egito e ao Oriente próximo, aperfeiçoaram sobremaneira os seus requintes na arte de bem servir e de preparar pratos saborosos e cobiçados.

Paralelamente a cozinha em Roma estava entregue ao escravo, entrementes êle, de simples fabricante de pão, passou a doutorar-se na prática da elaboração de bons “menus”, ficando considerado pessoa do mais alto prestígio e disputado por reis e magnatas da época, que os alugavam a pêso de ouro. Tal era o conceito do braço escravo na cozinha, que quando êle apresentava novidades cobiçadas à mesa, era laureado com ricos presentes, mas se acontecia queimar-se um cozido ou ocorrer outro incidente qualquer chegava êle a ser surrado.

Vasco da Gama e mesmo Cristovam Colombo foram os introdutores própriamente ditos na Europa dos condimentos novos, como o açafrão, a pimenta do reino, a noz moscada, etc., autênticos causadores da revolução existida na alimentação da época, enriquecida pela introdução dessas especiarias, que foram as grandes responsáveis pela atração e interêsse dos monarcas de então por manjares saborosos e diferentes.

Aliás, ao nos referirmos às especiarias não poderíamos deixar de fazer referências – sem correr o risco de cometer grave injustiça – As lendárias e rocambolescas viagens de Marco Polo às índias de então e suas festivas recepções de retôrno, quando em meio às gargalhadas as especiarias eram disputadas pelos seus recepcionistas. Aliás o transporte das especiarias e sua concorrência, constitui capítulo interessante na história da economia, até o momento citado com largo interêsse por todos os historiadores do direito comercial e econômico da época.

Posteriormente Catarina de Medícis introduziu na Côrte do rei Henrique II os célebres cozinheiros italianos que davam lições de culinária e eram disputadíssimos. Tiveram êles grande amparo na França e mestres-cucas concentrados em conhecida corrente, foram protegidos e projetados por nova lei que Luís XIV promulgou especialmente para defender os seus direitos, no entanto sómente a partir da Revolução Francesa que os cozinheiros vieram a ter liberdade, situação que se prolonga até o presente momento.

Cabe entrementes a Luís XIV o título de fundador da cozinha moderna tipicamente francesa – na época em que passou a ser moda entre os grãos-senhores da fidalguia francesa manter para si um cozinheiro de projeção e famoso. Sua própria filha, inclusive, projetou-se através de conquistas que a consolidaram na história como exímia cozinheira e criadora do conhecido “pão de Orleans”.